Áquila
Mesmo no silêncio, nunca caminhamos sozinhos.
Sobre a coleção
Áquila é um díptico formado pelas obras Isabeau e Navarre. Duas presenças profundamente conectadas, mas destinadas a habitar estados distintos de uma mesma realidade.
Isabeau pertence ao dia e encontra no falcão sua presença simbólica. Navarre pertence à noite e encontra no lobo a sua. Entre luz e escuridão, céu e terra, proximidade e distância, as duas obras constroem uma relação em que cada uma possui existência própria, mas parece guardar algo que só se completa na presença da outra.
Áquila fala sobre vínculos que permanecem mesmo quando duas existências não conseguem ocupar o mesmo lugar ou o mesmo tempo. Sobre relações cuja força não depende da proximidade e sobre presenças que continuam nos acompanhando mesmo quando parecem inacessíveis.
Talvez algumas formas de companhia existam justamente assim. Não como uma presença que podemos sempre alcançar, mas como algo que permanece conosco durante a travessia, silenciosamente, mesmo quando acreditamos estar caminhando sozinhos.
Áquila foi concebido como um díptico. Embora cada obra possa existir individualmente, é quando permanecem unidas que revelam plenamente sua intenção.
